sexta-feira, 6 de maio de 2016

Alma quarada

Quando eu era menino eu ia tomar banho de rio escondido da minha mãe! doce lembrança do proibido.
Lembro do caminho que me levava àquelas águas, o cheiro do mufumbo e do tom lilás da flor da jitirana, flor que sempre me encantou.
Quando eu era menino eu tinha o olhar tão triste! meu pensamento se perdia quanto escutava o canto das negras, a caminho do poço da ingazeira.
A canção de ritmo compassado guiava os meus passos.
Naqueles dias quente de sol do sertão elas não só estendia a roupa dos seus senhores mas também quarava a minha alma e alvejava o meu espirito

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